Era apenas um rapaz quando recebeu de herança do seu avô um cordão. Junto com este vinha um pequeno papel que dizia o seguinte:
“ Pergunta que ele responde”.
O rapaz começou logo a experimentar, como ainda era muito novo fazia perguntas simples ao cordão como por exemplo:
“ Os meus pais gostam de mim”, “ Eu vou ser feliz”, “ Amanhã vou para a escola”, “ Qual é a minha missão”.
E fechava os olhos, olhava para dentro e simplesmente perguntava. A resposta vinha, ele não sabia de onde, mas a resposta vinha! E ele confiava.
Os anos foram passando e no seu ritual o rapaz faz uma nova pergunta ao cordão. Mas desta vez a resposta não trouxe apenas um sim ou um não, desta vez a resposta. Trouxe medo e conflito.
O rapaz que agora é um jovem tinha medo de seguir a resposta do cordão, tinha medo de seguir esse caminho. Então num momento de dor, o que o rapaz escolheu fazer foi: negar a resposta. Não ia utilizar mais o cordão, não queria seguir aquele caminho. A partir daquele momento não ia seguir mais o cordão.
E assim foi…
Os anos passaram, o medo aumentou assim como o vazio… o rapaz que agora era um homem, já não conseguia mais olhar para dentro e obter as suas respostas, agora tinha que pensar nas respostas. O tempo foi passando e a frustração aumentou. Um dia em que já não aguentava mais dor e em que já não conseguia fugir mais, foi buscar novamente o seu cordão! A chorar pediu ajuda ao cordão. Olhou novamente para dentro e fez a mesma pergunta que fez há uns anos atrás.
Desta vez o cordão não respondeu com sim ou com não. Disse antes:
“Fecha os olhos, sente a tua pergunta e bem fundo pergunta-te. Qual é a missão, o que é que realmente te preenche. E sonha, permite-te sonhar” – disse o cordão!
E nesse momento o rapaz que agora era homem, sonhou, viajou, viu pessoas, viu imagens. E ao seu lado tinha uma folha onde escreveu tudo o que viu, tudo o que senti.
Quando acabou a sua vigem, abriu os olhos.. e deu uma grande gargalhada:
“Esteve sempre aqui. Tudo aquilo que eu sempre quis esteve sempre aqui à minha frente. A minha missão, o meu propósito. Basta-me entregar-me e sonhar!” Disse ele, o rapaz que agora era homem!
Sê Inspiração,
Lígia Silva.
Life Coach
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