Uma das questões que mais me
fazia e ainda faço muitas vezes é: “ Como?”, “ Como faço isto?”, “ Como faço
para aceitar?”, “ Como faço para mudar?”. Por isso durante as minhas consultas
uma das coisas que é muito importante para mim é ajudar cada pessoa a responder
exactamente a este: “ como”.
À medida que vais investindo na
tua evolução pessoal existe algo que acontece que é o teu aumento de
consciência, este aumento de consciência ajuda cada pessoa a ter dentro de si
determinados botões que quando passam a linha do razoável são accionados. Na
minha cabeça por vezes o que aparece é uma grande sirene vermelha J.
Durante esta semana e para te
ajudar vou colocar aqui no blog alguns dos botões que por vezes são accionados dentro
de nós e que já podem estar fora do razoável, vou também colocar o respectivo
antidoto.
1. Botão
nº 1: Sobrevivência
Quando o botão
da sobrevivência está activo estamos constantemente com medo que alguém nos
exponha, nos magoe ou se aproveite de nós. Temos medo que alguém reconheça as
nossas fraquezas e que as utilize contra nós. Apesar de este estado de
sobrevivência ser importante para cada um de nós ter, na maior parte das vezes
torna-se algo excessivo. Quando activamos este botão construímos à nossa volta
muros que nos impedem de sermos íntimos, que nos impedem de pedirmos ajuda ou
de confiar nos nossos pensamentos e nas pessoas à nossa volta.
Pois o nosso
estado de sobrevivência diz-nos que se nos expusermos vamos sair magoados ou
vamos ser humilhados.
Quando entramos
num estado de sobrevivência utilizamos a negação, para tapar a dor e o vazio
que sentimos. Quando estamos em sobrevivência escolhemos cada vez mais nos
isolarmos para não sofrermos e para não sairmos magoados. Por vezes fazemo-lo
até ao ponto em que não nos sentimos capazes de ser vulneráveis (abrir o
coração), acreditamos que não temos a coragem de pedir ajuda e por isso na
maior parte das vezes contaminamos as nossas próprias relações e tornamo-nos os
nossos próprios inimigos.
Antídoto:
Vulnerabilidade
Uma das funções
mais importantes de um ego saudável é conhecer os seus pontos fortes e fracos,
sentir quando é o momento de avançar sozinho e quando devemos pedir ajuda. Mas
quando estamos num estado de sobrevivência estamos tão ocupados a tentar
esconder que ficamos incapazes de nos vermos claramente, de olhar em verdade
para os nossos comportamentos. A verdade é que fomos concebidos para funcionar
como parte de um todo maior, precisamos da contribuição dos outros a fim de
adquirir uma visão nítida de nós próprios. Para o nosso ego não perder o
controlo ajuda-nos acreditar que não precisamos de ninguém e que o estado de
sobrevivência é um estado normal. Mas quando aceitamos a nossa natureza
vulnerável, somos capazes de pedir ajuda aos outros, de depender dos outros. A Vulnerabilidade
dá-nos a liberdade de admitir: “ Preciso de ti”. É necessário coragem para sair
da negação sobre quem somos e o que necessitamos. Se somos uma daquelas pessoas
que confunde vulnerabilidade com fraqueza provavelmente nunca chegaremos a
sentir a verdadeira liberdade interior.
Uma das melhores
definições que eu já ouvi sobre vulnerabilidade foi: pessoa que arrisca, que
trás incerteza para a sua vida e que se expõe emocionalmente.
O que vais fazer
hoje que te vai permitir expores-te emocionalmente?
Sê Inspiração,
Lígia Silva.
Coach, Marketer
e Talent Finder.

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