quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Como sair do estado de medo.

Uma das questões que mais me fazia e ainda faço muitas vezes é: “ Como?”, “ Como faço isto?”, “ Como faço para aceitar?”, “ Como faço para mudar?”. Por isso durante as minhas consultas uma das coisas que é muito importante para mim é ajudar cada pessoa a responder exactamente a este: “ como”.

À medida que vais investindo na tua evolução pessoal existe algo que acontece que é o teu aumento de consciência, este aumento de consciência ajuda cada pessoa a ter dentro de si determinados botões que quando passam a linha do razoável são accionados. Na minha cabeça por vezes o que aparece é uma grande sirene vermelha J.
Durante esta semana e para te ajudar vou colocar aqui no blog alguns dos botões que por vezes são accionados dentro de nós e que já podem estar fora do razoável, vou também colocar o respectivo antidoto.


1.       Botão nº 1: Sobrevivência

Quando o botão da sobrevivência está activo estamos constantemente com medo que alguém nos exponha, nos magoe ou se aproveite de nós. Temos medo que alguém reconheça as nossas fraquezas e que as utilize contra nós. Apesar de este estado de sobrevivência ser importante para cada um de nós ter, na maior parte das vezes torna-se algo excessivo. Quando activamos este botão construímos à nossa volta muros que nos impedem de sermos íntimos, que nos impedem de pedirmos ajuda ou de confiar nos nossos pensamentos e nas pessoas à nossa volta.
Pois o nosso estado de sobrevivência diz-nos que se nos expusermos vamos sair magoados ou vamos ser humilhados.
Quando entramos num estado de sobrevivência utilizamos a negação, para tapar a dor e o vazio que sentimos. Quando estamos em sobrevivência escolhemos cada vez mais nos isolarmos para não sofrermos e para não sairmos magoados. Por vezes fazemo-lo até ao ponto em que não nos sentimos capazes de ser vulneráveis (abrir o coração), acreditamos que não temos a coragem de pedir ajuda e por isso na maior parte das vezes contaminamos as nossas próprias relações e tornamo-nos os nossos próprios inimigos.

Antídoto: Vulnerabilidade

Uma das funções mais importantes de um ego saudável é conhecer os seus pontos fortes e fracos, sentir quando é o momento de avançar sozinho e quando devemos pedir ajuda. Mas quando estamos num estado de sobrevivência estamos tão ocupados a tentar esconder que ficamos incapazes de nos vermos claramente, de olhar em verdade para os nossos comportamentos. A verdade é que fomos concebidos para funcionar como parte de um todo maior, precisamos da contribuição dos outros a fim de adquirir uma visão nítida de nós próprios. Para o nosso ego não perder o controlo ajuda-nos acreditar que não precisamos de ninguém e que o estado de sobrevivência é um estado normal. Mas quando aceitamos a nossa natureza vulnerável, somos capazes de pedir ajuda aos outros, de depender dos outros. A Vulnerabilidade dá-nos a liberdade de admitir: “ Preciso de ti”. É necessário coragem para sair da negação sobre quem somos e o que necessitamos. Se somos uma daquelas pessoas que confunde vulnerabilidade com fraqueza provavelmente nunca chegaremos a sentir a verdadeira liberdade interior.

Uma das melhores definições que eu já ouvi sobre vulnerabilidade foi: pessoa que arrisca, que trás incerteza para a sua vida e que se expõe emocionalmente.

O que vais fazer hoje que te vai permitir expores-te emocionalmente?

Sê Inspiração,
Lígia Silva.
Coach, Marketer e Talent Finder.

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