Ontem uma pessoa dizia-me que se
olhasse para trás na sua vida que não se recordava da última vez que foi feliz,
como ela dizia: “ aquela felicidade verdadeira, em que não simulas nada.” Dizia-me
que sempre tentou manter tudo em harmonia na vida dela, dizia que aprendeu
desde cedo que aquilo que está bem não é para se mexer, mas que se olhasse
verdadeiramente para trás não tinha tido momentos de verdadeira felicidade, de
êxtase, de entusiamo. Sentia-se a sufocar de olhar para a vida dela e de estar
em perfeita monotonia. E num momento de perfeita clareza disse: “ Sabes quando
chega a noite tenho uma imagem na minha cabeça, uma imagem em que eu estou
completamente sozinha, tenho mais rugas, estou mais gorda, continua tudo igual,
a mesma casa, os mesmo móveis, como sozinha em frente à televisão, sem ninguém
ao meu lado.”
A semana passada alguém me dizia
que este é o tempo de caírem algumas das máscaras e trazer ao de cima a
verdadeira autenticidade de cada pessoa. Eu acredito que este é um tempo de
coragem, em que cada um de nós está assumir verdadeiramente por aquilo que se
move, pelo medo ou pela gratidão, pelo sofrimento ou pelo amor, pela culpa ou
pela responsabilização. Assim que aceitas começar a deixar cair a máscara tudo
se torna mais simples, mais claro, mais límpido, tudo se torna mais leve. Os sentimentos
tornam-se mais puros mais autênticos.
Sê Inspiração,
Lígia Silva.
Coach, Marketer e Talent Finder.

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