Foi o tema de um seminário que fui assistir há uns dias, é incrível
como criamos julgamento, primeiro acreditamos que um simples seminário de 3
horas não vai ter grande impacto, depois quando a pessoa entra e não sorri,
pensas: “ Porra nem sorri” nos primeiros instantes o tom monocórdico da pessoa
e a tua arrogância fazem com que por momentos sintas sono. Levantas te para
lavar a cara e decides, largar a estratégia do julgamento, colocas a intenção e
abres-te à experiência. Nas horas seguintes senti como se a pessoa entrasse
profundamente dentro da minha mente e desse ligeiros abanões, falou de uma
forma simples, utilizou palavras simples, questionou e colocou algumas pessoas
em questão, mas acima de tudo acredito eu que ajudou cada uma das pessoas que
estava na sala a tomar consciência do tipo de amor que temos na vida, nas
várias áreas da nossa vida, com as várias pessoas da nossa vida, os vários
tipos de amor que podem levar ao sofrimento.
Não te vou falar de todos, isso fica para outro dia, mas
vou-te falar de alguns, principalmente aquele que segundo BUDA, leva ao
sofrimento do Ser Humano: Apego , das várias definições que ele deu, existiu
uma que adorei. O bebe quando nasce nos seus primeiros meses de vida está num
mecanismo de sobrevivência, chora para ter mama, chora porque tem fome, chora
porque fez xixi, chora porque fez coco, chora porque tem sono, chora porque
quer a sua Xuxa, durante a nossa vida a maior parte de nós em determinadas
áreas da nossa vida continuamos a chorar para termos a nossa xuxa, a xuxa do
dinheiro, a xuxa da carreira, a xuxa do amor do nosso companheiro, a xuxa do
reconhecimento, a xuxa da razão…
Falando toda a verdade naquele momento imaginei-me com
várias xuxas e à procura de várias xuxas, a procura constante dessas xuxas
levam-te ao vazio!
Acredito que o primeiro passo para largares as xuxas é teres
consciência de quais são e após isso começares a largar uma a uma!

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