Hoje tenho mais presente o dia em que fugi para a frente, em
que várias vezes escolhi avançar na minha vida apenas para não sentir a dor do
momento. Essa fuga para a frente intensificou-se nos últimos anos, porque
afinal o mais importante era fazer, era continuar, era ressignificar e avançar,
utilizei a frase: “ Faz parte da vida ou bora lá focar no que importa” tantas
vezes que acabou por perder significado. O medo de sentires vazio, ou dor, ou
simplesmente o medo de estares contigo era tão grande que por vezes ligava
apenas a tv para adormecer no sofá e não sentir, pois a noite esta quando
chegava lembro-me que era dos momentos mais assustadores, era dos momentos em
que o silêncio começava a ser cada vez mais forte e esse silêncio abatia-se
sobre mim de tal forma que apenas o queria quebrar!
Lembro-me em especial de um momento em que fugi e na altura
achava que estava completamente certa, lembro-me da morte do meu avô, fui de
comboio de Lisboa para o Porto, lembro-me que não deitei uma única lágrima,
lembro-me de ter chorado enquanto estava nas tradições quando esse dia
terminou, lembro-me de pensar, ok agora está na hora de voltar a trabalhar, de
voltar a fazer, decidi que não ia ficar triste e assim foi, decidi que ia
avançar e assim foi. Hoje não sou a favor que prolongues a dor e que mergulhes nela,
mas sou a favor de a enfrentares, de olhares para ela de frente e de sentires o
que tiveres que sentir, porque no final ela apanha-te, podem passar anos, mas
ela apanha-te!
Sê Inspiração,
Lígia Silva.
Coach,
Marketer e Talent Finder!

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